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MESTRADO: Como fazer figuras para artigos?

4 de agosto de 2015

Está desenvolvendo um artigo para o mestrado e não sabe como inserir as figuras, e como seria mais adequado inseri-las? Calma, é normal! No mestrado, os artigos podem conter figuras que auxiliem na compreensão de seus conteúdos. Mas e como usá-las? A seguir, confira nossas dicas!


Uma imagem vale mais que mil palavras — Apesar de clichê, faz todo sentido, especialmente nas redações científicas de mestrado. Muitas ideias centrais podem ser expressas melhor com ilustrações do que que com textos ou tabelas. Por isso, é fundamental saber como elaborar gráficos, diagramas, desenhos e imagens para artigos científicos de mestrado. Neste post, comentaremos as principais dúvidas que podem surgir na hora de elaborar as suas figuras.

Mestrado — Figuras para artigos

1. Quais são os elementos principais do seu artigo?

Deve-se pensar especialmente nos resultados que sustentam suas conclusões, dando solidez à mensagem central passada no seu artigo. Eles são os candidatos primários a se tornarem figuras. Além deles, pode ser interesante incluir figuras relacionadas aos seus métodos.

2. A mensagem não poderia ser passada de outra forma?

Seja econômico nas imagens. Se o resultado que você quer ilustrar for relativamente simples, tente explicá-lo em texto corrido. Se o resultado for extremamente complexo e tiver várias informações, talvez seja melhor apresentá-lo como tabela.

3. Quantas figuras devo incluir no artigo?

Inclua apenas o número de figuras necessário para demonstrar sua pesquisa: nem mais, nem menos. Mas, em geral, as instituições de ensino e revistas científicas preferem quando o artigo tem um número pequeno de figuras em relação ao número de laudas — Economize, mas não deixe de incluir algum figura que seja muito importante.

4. Qual é o formato mais adequado?

Há vários tipos de figuras usadas em artigos científicos, sendo que as principais são os gráficos, os diagramas, as pranchas e as fotos.

Pranchas e fotos são especialmente boas para ilustrar, sendo úteis em diferentes casos: as fotos dão uma boa noção da aparência de determinados assuntos que podem ser abordados. Enquanto as pranchas (que podem ser desenhos de vários tipos) ajudam a ressaltar estruturas específicas de interesse — Lembre-se: tanto as pranchas quanto as fotos devem ser de alta qualidade, ou não valerá a pena incluí-las no artigo.

Diagramas são excelentes para explicar processos e linhas de raciocínio. Eles também servem para mostrar a relação entre diversas variáveis estudadas, no caso de fenômenos complexos. Dois tipos de diagramas muito usados são os fluxogramas (caixas e setas) e os diagramas de Venn (elipses sobrepostas, representando conjuntos e interseções).

5. Como faço painéis de figuras?

Muitas vezes, alguns resultados estão fortemente relacionados entre si no seu trabalho, então é interessante apresentá-los juntos. Isso também pode ser útil para economizar no número de figuras ou no espaço usado. A solução para isso são os chamados painéis: grupos de figuras diagramadas juntas e identificadas por letras (A, B, C etc.). É possível fazer painéis em vários programas, não sendo necessário apelar para programas profissionais de editoração gráfica como, por exemplo, o Adobe Photoshop.

Há uma forma bem simples de fazer painéis no MS PowerPoint e convertê-los em figuras .TIF de alta resolução, explicada nas instruções da revista PLOS ONE. Também é possível fazer painéis automaticamente, caso faça seus gráficos no R Project.

6. O que significa "independêncida da figura"?

Simples: a figura e a legenda, juntas, devem ser independentes do texto. Ou seja, o leitor deve ser capaz de entender sua mensagem, sem ter que recorrer ao texto principal para desvendar o significado da figura. Isso é muito importante; portanto, faça testes com seus colegas, antes de incluir uma figura em um artigo.

Apresente a figura e a legenda a um colega e pergunte o que ele entendeu a partir delas. Se o seu colega não entender nada ou tiver dificuldades é melhor refazer a figura, a legenda ou ambas — Até que passem uma mensagem clara e direta.

7. O que devo escrever na legenda da figura?

Muitos cometem o erro de descrever em detalhes a figura na legenda — Não é para isso que a legenda serve. Ela deve ajudar o leitor a entender o resultado, enfatizando a "moral da história". A figura e seus elementos (títulos, rótulos etc.) deve ser clara o suficiente para que o leitor entenda de quais variáveis se está falando e qual é a relação entre elas. A legenda, por sua vez, deve ser bem sucinta e contar ao leitor o significado dos resultados.

8. Em que formato devo salvar minhas imagens?

A maioria dos estudantes prefere trabalhar com .TIF sem compressão ou com compressão .LZW, que judia menos da imagem, mantendo suas características originais. O formato .JPG, usado amplamente na internet, comprime demais a figura e diminui sua qualidade — No entanto, hoje em dia, quase não se utiliza mais figuras impressas; mesmo as fotos e pranchas feitas a mão são digitalizadas antes da publicação de artigos.

9. Posso fazer uma figura colorida?

Somente se for essencial para passar a sua mensagem, porque a maioria das revistas cobra caro por figuras coloridas (caso você queira publicar seu artigo). Além disso, tudo o que você coloca numa figura é interpretado consciente ou inconscientemente como informação, então as cores podem se tornar poluição visual, ao invés de ajudarem.

10. Posso editar uma foto antes de publicá-la?

Sim, desde que não adicione informações a ela. Você pode ajustar o brilho, o contraste, a saturação, a temperatura e a nitidez — Algumas instituições de ensino e revistas científicas deixam você modificar também o enquadramento (para destacar o assunto ou remover excessos). Mas não deve-se fazer montagens, pois pode ser considerado fraude, dependendo do caso.


Viu como é fácil preparar suas figuras? Se precisar de ajuda com seus trabalhos, solicite nosso apoio acadêmico.

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