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MONOGRAFIA: Como fazer um levantamento bibliográfico? (Parte 2)

1 17 de julho de 2015

Chegou a hora de redigir a sua monografia e você está cheio de dúvidas? Calma, é normal! Escrever uma monografia não é tarefa fácil, mas pode ser simplificada quando se sabe fazer um bom levantamento bibliográfico. A seguir, confira nossas dicas!


Após contar com um orientador e eleger um tema para a sua monografia, o próximo passo é descobrir e estudar a literatura sobre o tema, que só terminará quando estiver definido completamente como a pesquisa será realizada.

Monografia — Levantamento Bibliográfico

Não é preciso descobrir, estudar e registrar obras da literatura de toda a história da humanidade, ou toda e qualquer ocorrência do tema da monografia.

Os espaços da revisão: a literatura estudada foi escrita quando e onde?

1. Quando foi escrita a literatura?

Os produtos-alvo (primeiro e quarto do último post — Veja aqui) e os fundamentos são constituídos pelas pesquisas semanais que ainda não foram ultrapassadas por outras teorias e técnicas. Portanto, eles não têm uma data de validade, o que significa que podem ser de cinco, dez ou mesmo vinte anos atrás. Por outro lado, os produtos-alvo (segundo e terceiro), o estado da arte, são constituídos por tudo o que há de mais recente sobre o tema.

Muitas publicações novas surgirão após a revisão bibliográfica e antes de se concluir a monografia. Dessa forma, o trabalho já estará desatualizado antes mesmo de sua conclusão — Porém, isso é insignificante. Esse atraso faz parte do processo de pesquisa e da diferença entre a velocidade com a qual uma pessoa consegue pesquisar e aquela com a qual toda a comunidade de pesquisadores consegue pesquisar.

Monografia — Levantamento Bibliográfico

Figura 1. Fundamentação teórica-metodológica se beneficia mais de livros, teses e dissertações, enquanto o estado da arte e da técnica se beneficia mais de artigos em periódicos e eventos científicos.

Essas diferenças de velocidade também respondem à uma dúvida comum: livros são boas referências? Para os fundamentos teóricos e metodológicos, sim — São muito bons. Para o estado da arte e da técnica, não; normalmente, não são. Isso se dá pelo ciclo de vida de um livro, muito longo se comparado ao ciclo de vida de uma conferência ou de uma revista científica. Isto é, o que há de mais consolidado em uma área do conhecimento está em livros. E ao contrário, o que há de mais recente e instável em uma área do conhecimento está em periódicos e eventos científicos (como ilustra a "Figura 1").

2. Onde foi escrita a literatura?

Em qualquer dos casos, uma publicação é considerada cientificamente legítima quando ela foi revisada por pares. Por exemplo, revistas e conferências científicas autênticas contam com um processo de avaliação formal, de tal forma que todo artigo aceito foi avaliado por dois ou três pesquisadores da mesma área, anonimamente. Tal processo reduz o risco de erros e fraudes, embora não o elimine.

Considerando apenas as publicações revisadas por pares, não há uma hierarquia formal entre as fontes bibliográficas além do critério temporal. No entanto, é adequado escolher as referências bibliográficas mais expostas publicamente e mais populares. Em outras palavras, caso esteja entre uma monografia do seu curso (que ninguém leu até hoje) e um artigo publicado em uma conferência importante para a sua área, escolha o artigo como sua referência.

A monografia e o artigo foram avaliados por uma comissão de revisores, mas este tem sido lido por mais leitores e ele teria sido retirado de circulação mais rapidamente caso algum problema grave fosse percebido após sua publicação.

Assim, essa mesma relação existe entre uma conferência regional, nacional e internacional; uma revista nacional e uma internacional; e uma revista internacional menos lida e uma revista internacional mais lida, da menos preferível para a mais preferível.

Portanto, priorize:

1. Artigos publicados em periódicos com comitê editorial internacional;
2. Artigos publicados em periódicos com comitê editorial nacional (mas de várias instituições);
3. Anais de conferências com comitê editorial internacional;
4. Anais de conferências com comitê editorial nacional (mas de várias instituições);
5. Teses aprovadas;
6. Dissertações aprovadas;
7. Livros acadêmicos com referências bibliográficas (use apenas para fundamentação teórica-metodológica, não para estado da arte e da técnica).

Por fim, saber quais periódicos e eventos específicos escolher, também é importante perguntar a um professor ou colega que possua interesse na mesma área ou campo de pesquisa — É também um bom momento para contar com o orientador.

Além dessas publicações, há raras exceções em que são usados artigos de jornais e revistas de notícias; textos de revistas científicas; páginas da internet; livros comuns, e outras publicações não revisadas por pares e sem referêncais bibliográficas — Mas, lembre-se: as exceções são mesmo raras. Caso existam dúvidas se um trabalho se enquadra ou não nessa situação de exceção, descarte tais publicações e restrinja-se àquelas numeradas anteriormente.

Confira a "Parte 1", aqui.


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