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PÓS-GRADUAÇÃO: O que é e por que devo fazer?

2 3 de agosto de 2015

Está pensando em fazer uma pós-graduação, mas não sabe muito bem como funciona? Calma, é normal! Os cursos de pós-graduação podem gerar muitas dúvidas — Confira algumas delas, aqui. Além disso, o primeiro passo para ter uma profissão de nível superior é formar-se em um curso de graduação, seja de bacharelado ou licenciatura. Mas será que os profissionais recém-formados estão realmente aptos a exercer suas profissões?


Dependendo do caminho que se deseja seguir após a graduação, é preciso optar por uma pós-graduação. Por exemplo, na carreira de cientista, só uma graduação não basta; geralmente é preciso ir além do doutorado — Mas, outras carreiras também exigem formação extra.

Portanto, é fundamental para grande parte dos profissionais recém-formados fazer um bom curso de pós-graduação. Neste post, falaremos um pouco sobre os objetivos da pós-graduação, suas modalidades, e suas vantagens e desvantagens. 

Pós-Graduação — O que é?

1. Por que fazer uma pós-graduação?

Simples: para adquirir mais habilidade na profissão e definir um foco de atuação. A graduação fornece apenas um panorama das mais diverdas áreas de estudo, na maioria dos casos. Em algumas carreiras, como a de professor de ensino fundamental e médio, até é possível sair direto da graduação para o trabalho.

Em outras, uma especialização ou mestrado são recomendados. De um modo geral, uma boa pós-graduação te ajuda a adquirir uma especialidade, o que consequentemente aumenta a sua eficiência.

2. O que significa pós-graduação lato sensu e stricto sensu?

No Brasil, e também em outros países, há dois tipos básicos de pós-graduação: a lato sensu e a stricto sensu. Na primeira categoria está a especialização, que engloba os cursos rápidos feitos após a graduação (de seis meses a um ano), com o objetivo de escolher o foco para a carreira ou aprender uma habilidade específica — Por exemplo, quem está voltado para o ensino pode fazer uma especialização em educação a distância, quem segue o caminho da consultoria pode fazer uma especialização em gestão, e assim por diante. Esses cursos costumam exigir, além da aprovação em disciplinas, apenas uma monografia como trabalho de conclusão.

Na segunda categoria (stricto sensu) estão os cursos acadêmicos de mestrado e doutorado. O mestrado, que dura em média dois anos, antigamente servia para formar professores do ensino superior, mas hoje funciona como um degrau antes do doutorado. Já o doutorado costuma durar quatro anos, e visa a formação de profissionais-cientistas. Há também o doutorado-direto, em que o aluno começa como mestrando, mas depois é promovido a doutorando e termina a pós-graduação toda em quatro anos, ao invés de seis, saindo com o título de doutor.

Via de regra, faz uma pós-gradução lato sensu quem quer entrar logo no mercado de trabalho, ou melhorar sua posição dentro da carreira; enquanto o stricto sensu serve a quem almeja se tornar pesquisador, seja acadêmico (universidades e institutos) ou na iniciativa privada.

3. Qual é a diferença entre mestrado e doutorado?

Aos pós-graduandos que desejam seguir uma carreira acadêmica de cientista, ou mesmo trabalhar como pesquisadores na iniciativa privada, recomenda-se fazer um mestrado e depois um doutorado. Na estrutura que têm hoje, esses cursos representam uma formação extra de pelo menos quatro anos, que tem por objetivo ensinar as bases da pesquisa científica e da carreira acadêmica — Isso inclui algumas habilidades-chave como, por exemplo, o pensamento analítico-criativo, pesquisa bibliográfica, elaboração e execução de projetos, comunicação científica e trabalho colaborativo.

A diferença entre os dois, é que o mestrado é bem menos aprofundado e muitas vezes não te ensina de fato como fazer uma pesquisa; acaba sendo apenas uma preparação para o doutorado. O trabalho de conclusão de um mestrado costuma ser uma dissertação sobre um tema dentro da grande área de foco, enquanto no doutorado tem que ser necessariamente uma tese original.

4. Como escolher o curso mais adequado para mim?

O primeiro passo é decidir se os seus objetivos profissionais exigem uma pós-graduação lato sensu ou stricto sensu. Depois, é preciso escolher o curso — Dependendo da área de foco, pode ser que os melhores cursos sejam públicos ou particulares. Converse com seus colegas para descobrir como é a reputação de cada curso, visite seus respectivos sites para obter mais informações, veja o ranking de cursos recomendados pela CAPES e, por fim, entre em contato com professores do curso para tirar dúvidas específicas.

No caso da pós-graduação stricto sensu, muitas vezes é fundamental escolher o orientador antes mesmo de escolher o curso — Um bom orientador pode ajudar a desenvolver o seu potencial muito mais que as disciplinas da grade curricular. Fora isso, muitos cursos exigem que você tenha aceito um orientador cadastrado para se inscrever no processo seletivo.

5. A pós-graduação faz diferença na carreira?

Depende da qualidade do curso, da qualidade do orientador e da sua qualidade (ou seja, do seu talento e do quanto você investe em si mesmo). Quando esses três itens ficam em bons níveis, o resultado costuma ser bom e você cresce muito como profissional. Mas o principal mesmo é a sua iniciativa, pois na pós-graduação você tem orientador, mas deve estudar por conta própria e ir atrás de novos conhecimentos, além dos oferecidos nas disciplinas.

Além disso, a interação com seus colegas de curso é fundamental, pois tende a dar acesso a várias habilidades adicionais, além de ajudar no networking para o futuro. Escolha um curso que te motive e trabalhe duro — Assim, você conseguirá tirar muito proveito da pós-graduação e colher bons frutos dela.


Agora, você já sabe o que é a pós-graduação! Se precisar de ajuda com seus trabalhos, solicite nosso apoio acadêmico.

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* Adaptado de Sobrevivendo na Ciência