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TRABALHOS: Produtividade científica x qualidade

5 de agosto de 2015

Está com dificuldades para fazer seus trabalhos científicos da pós-graduação? Calma, é normal! Os trabalhos da pós-graduação podem representar claramente que a produtividade científica não tem nada a ver com qualidade. Neste post, falaremos um pouco mais sobre a produtividade científica. Confira!


A principal vitrine dos posgraduandos/pesquisadores são os trabalhos científicos (artigos, dissertações e teses). E muitos acreditam que os indivíduos que produzem mais publicações obtém maior visibilidade. Este critério é de tanta influência que é adotado, como tópico de avaliação, na maioria dos processos seletivos, inclusive em concursos públicos — Essas considerações induziram aos profissionais uma busca por um alto número de publicações.

Mas, tome cuidado: essa filosofia está equivocada, injusta e até mesmo perigosa. A corrida por trabalhos científicos e pela alta produtividade, de certa forma, agrega aos artigos uma série de inconvenientes como, por exemplo, a má conduta (principalmente, os plágios) e a baixa qualidade (na escrita e no conteúdo científico).

Trabalhos — Quantidade x Qualidade

1. A medida da qualidade de um artigo científico

Textualmente falando, elegância, cronologia, objetividade, clareza e ética são alguns dos elementos-chave de bons trabalhos científicos. É necessário que exista uma boa sincronia nas informações fornecidas, desde o título à conclusão. Uma outra importante característica é pessoalidade na escrita. Atualmente, é comum os estudantes/pesquisadores seguirem o "estereótipo da moda", que não é exatamente um erro, mas uma armadilha. Como a maioria dos periódicos tem um modelo de publicação, deve-se ter cuidado para construir um texto que atenda ao padrão da revista, mas principalmente forneça um conteúdo relevante e único ao leitor.

2. O Brasil no ranking mundial

Durante a década de 1990, o Brasil publicava, anualmente, uma média de 8.000 artigos científicos. De acordo com dados da SCImago [1], em 1996 o país encontrava-se em 21º no ranking mundial. Diante deste cenário, o governo criou programas associados a altos investimentos, com o objetivo de fornecer suporte para a realização de pesquisas — E deu certo!

O número de publicações cresceu exponencialmente. Em 2013, foram publicados 59.111 artigos, posicionando o Brasil no 13º lugar (subindo 8 posições). Mas, infelizmente no índice H, o país permaneceu até 2013, em 22º, isso significa que apesar do número de publicações ter aumentado, a relevância ou a qualidade dos artigos não melhorou.

Existe uma série de fatores que influenciaram esse efeito, sendo o principal a conduta política e cultural do país. Publicar é preciso, mas é necessário respeitar o tempo necessário para a construção de bons trabalhos e ter bom senso na avaliação dos resultados.

[1] SCImago


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* Adaptado de Posgraduando